O descaso com a saúde vai além dos hospitais da rede pública do Distrito Federal. Atrasos, falhas e demora nos atendimentos também alcançam as emergências dos centros clínicos privados da capital do país. O Correio percorreu seis instituições particulares na Asa Sul, na Asa Norte e em Taguatinga e conferiu o clima de insatisfação entre doentes e familiares que procuram clínicos gerais e especialistas em prontos-socorros. Em todas as unidades, os pacientes enfrentam filas de espera. Alguns pálidos, febris e com fortes dores pelo corpo se angustiam enquanto aguardam a chamada da senha.
No geral, essas pessoas perdem até cinco horas para que um médico faça o diagnóstico da doença. Às vezes, enfrentam três filas até conseguir ficar diante de um profissional da saúde: uma para preencher a ficha, outra para a triagem com enfermeiros e uma terceira para receber a atenção do clínico. São clientes que pagam duas vezes por um serviço básico: na hora do imposto e na opção por um plano de saúde. Vergonha para o Brasil.